Flores, banda filarmónica, bandeiras e cânticos. Manuela Ferreira Leite foi recebida com pompa e circunstância na Madeira. Lado a lado com o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, a líder social-democrata cumpriu mais uma etapa da “Volta do PSD”, garantindo que no arquipélago “não há asfixia democrática”.
Depois de, em Julho, ter faltado à Festa do Chão da Lagoa do PSD Madeira (por motivos de saúde, alegou na altura), Manuela Ferreira Leite procurou esta manhã provar que os laços com os social-democratas do arquipélago continuam sólidos.
“Parecer-me-ia quase impossível cá não vir. Seria inaceitável que não viesse àquela região que é um exemplo típico, um bastião inamovível do PSD. Isto aqui é um bom exemplo do bom Governo do PSD”, defendeu Ferreira Leite.
Ontem, o PS Madeira havia já desafiado a líder social-democrata a explicar se o “clima de asfixia democrática” de que tem falado nas últimas semanas, também se aplicaria à Madeira. Ferreira Leite recusa tal ideia: “Não vejo que a democracia esteja asfixiada”, defendeu a líder do PSD.
Alberto João Jardim reforçou a ideia da líder e atirou culpas aos jornalistas: “Tem havido uma asfixia democrática sobretudo por parte dos jornalistas, que não são ojectivos, que não respeitam o princípio do contraditório, que não dão igual oportunidade e que não respeitam o pluralismo”.
Sobre o projecto político do PSD para a Madeira, Manuela Ferreira Leite foi parca nas palavras. Garantiu apenas que está no seu horizonte a “correcção das injustiças de que a Madeira tem sido vítima”.
Defende a líder do PSD que “a Madeira foi altamente discriminada e perseguida por ser do PSD”. E se, no dia 27 de Setembro, vencer as eleições, Manuela Ferreira Leite garante que vai romper com as práticas socialistas: “Não vou governar com base na cor partidária”.
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